Descubra quais são as 7 maravilhas do mundo antigo
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Uma viagem do tempo: explorando as 7 Maravilhas do Mundo Antigo

Além de revelarem a história de civilizações antigas, esses monumentos revelam técnicas arquitetônicas do passado.

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7 maravilhas do mundo antigo
Fonte: Freepik

Por séculos, as 7 Maravilhas do Mundo Antigo fascinaram a humanidade. Construídas por civilizações antigas com engenhosidade e muita técnica, essas obras representam o momento de ascensão da arte, da arquitetura e da tecnologia de muitos povos.

Embora várias tenham se perdido ao longo dos séculos, os vestígios e registros históricos nos permitem ao menos imaginar a grandiosidade que uma vez inspiraram. No post de hoje, iremos fazer uma viagem pelo mundo antigo e desvendar cada uma dessas maravilhas. Se liga aí!

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1.   A Grande Pirâmide de Gizé, Egito

Localizada nos limites do Cairo, a Grande Pirâmide de Gizé representa a magnificência da civilização egípcia ancestral. Erguida há mais de 4.500 anos, como tumba para o faraó Khufu, essa obra arquitetônica surpreende tanto arqueólogos quanto turistas com seus enigmas até os dias atuais.

Com uma altura inicial de cerca de 146 m, a Grande Pirâmide manteve-se como o edifício mais alto do mundo por quase 4.000 anos. Aliás, a complexa construção mobilizou milhares de trabalhadores ao longo de décadas, empregando técnicas de construção muito impressionantes para a época.

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A precisão dos blocos de pedra, com alguns chegando a pesar mais de 2 toneladas, e a precisa orientação astronômica da pirâmide são evidências do avançado conhecimento matemático e astronômico dos antigos egípcios.

Desse modo, diversas teorias têm surgido ao longo dos tempos, abrangendo desde hipóteses sobre técnicas avançadas de construção até especulações acerca de influências extraterrestres. A falta de inscrições relevantes no interior da pirâmide e a complexidade de sua arquitetura apenas contribuem para o enigma que a envolve.

2.  Os Jardins Suspensos da Babilônia, Iraque

Os Jardins Suspensos da Babilônia também são uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo. Erguidos há mais de 2.500 anos, esses jardins exuberantes eram uma maravilha tanto da arquitetura quanto da jardinagem.

Erguidos por volta do século VI a.C., durante o reinado do rei Nabucodonosor II, os jardins foram supostamente concebidos pelo monarca para satisfazer a saudade de sua esposa, a rainha Amytis. Esta ansiava pelas paisagens montanhosas e deslumbrantes de sua terra – a Média (atual Irã).

Dessa forma, Nabucodonosor deu ordens para erguer jardins suspensos e elevados, proporcionando um ambiente onde uma diversidade de plantas, árvores e flores poderia crescer abundantemente, formando uma paisagem exuberante e incomum.

Vale dizer que uma das principais características dos Jardins Suspensos da Babilônia era o complexo método de irrigação, que os mantinha exuberantes, mesmo nas áridas planícies mesopotâmicas. Desse modo, canais de água foram empregados para elevar a água do rio Eufrates até os terraços mais altos dos jardins, assegurando uma distribuição uniforme da água por todas as plantas.

3.   O Templo de Ártemis em Éfeso, Turquia

O Templo de Ártemis em Éfeso representava uma homenagem à deusa grega da caça, Ártemis. Sendo dedicado à deusa, que era reconhecida como a guardiã da natureza selvagem e da fertilidade, este templo transcendia sua função religiosa básica, tornando-se um ícone de autoridade, beleza e devoção.

Sendo assim, erguido no século VI a.C., o Templo de Ártemis em Éfeso destacava-se como uma das maiores construções da antiguidade, com dimensões aproximadas de 137 m de comprimento por 69 m de largura.

Sua grandiosidade arquitetônica e decoração luxuosa eram reflexos da elegância e importância da cidade de Éfeso, um centro significativo tanto do comércio quanto da cultura naquela época.

Um dos pontos mais interessantes do templo residia em sua vasta coleção de esculturas e obras de arte, várias das quais eram em nome da deusa Ártemis. Desse modo, esculturas grandes, frisos detalhados e relevos habilmente esculpidos embelezavam o templo, representando histórias da mitologia grega e prestando homenagem à divindade reverenciada.

4.  A Estátua de Zeus em Olímpia, Grécia

Em Olímpia, cidade da Grécia Antiga, estava situada uma das mais magníficas obras artísticas já criadas: a Estátua de Zeus, também conhecida como uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo

Elaborada por volta do século V a.C. pelo famoso escultor Fídias, essa obra monumental retratava o principal deus do panteão grego. Desse modo, a escultura, feita de marfim e ouro, representava Zeus em seu trono feito de ébano e marfim, emanando poder.

Com cerca de 12 m de altura, o deus esculpido deixava os visitantes do Templo de Zeus maravilhados com sua presença colossal e os detalhes cuidadosamente elaborados. Infelizmente, como muitas obras da antiguidade clássica, a Estátua de Zeus em Olímpia se perdeu.

5.  O Mausoléu de Halicarnasso, Turquia

Dentro do grupo das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, o Mausoléu de Halicarnasso sobressai como um exemplo da combinação entre arquitetura funerária e escultura artística.

Isso mesmo! Erguido na antiga cidade de Halicarnasso, hoje conhecida como Bodrum, este monumento foi edificado aproximadamente no século IV a.C. para servir como um sepulcro do rei Mausolo e de sua esposa,  a rainha Artemísia.

A arquitetura do mausoléu combinava elementos dos estilos grego e oriental, evidenciando a diversidade cultural e a influência do Império Aquemênida na área.

Vale dizer que com aproximadamente 45 m de altura, a estrutura era visível a longas distâncias, representando o poder dos líderes de Halicarnasso. Além disso, as paredes externas do edifício possuíam decorações de relevos esculpidos, representando narrativas da mitologia grega, confrontos épicos e momentos da vida cotidiana do povo antigo.

6.  O Colosso de Rodes, Grécia

Durante o terceiro século a.C., na ilha de Rodes, na Grécia, foi construída uma das mais extraordinárias Maravilhas do Mundo Antigo: o Colosso de Rodes. Essa imensa estátua de bronze retratava Hélio, o deus grego do sol, e simbolizava a fusão entre a mitologia e a perícia técnica humana durante o período helenístico.

A criação do Colosso de Rodes foi solicitada para celebrar o triunfo de Rodes sobre o exército invasor de Demétrio Poliorcetes, cerca de 304 a.C. Dessa forma, o monumento, com cerca de 33 m de altura, demandou aproximadamente doze anos para conclusão.

Feito em partes de bronze fundido, o Colosso continha estruturas internas de ferro e pedra, que foram empregadas para sustentar a estátua, enquanto sua parte externa era coberta por placas de bronze.

O monumento que também serviu de farol para os navegadores, graças à tocha que Hélio segurava em sua mão, recebeu um trágico fim. Algumas décadas após a finalização, um terremoto devastador atingiu a ilha de Rodes, causando a queda da estátua. Os destroços ficaram na região por muitos séculos, até que os invasores árabes os derreteram e os venderam por volta do século VII d.C.

7.  O Farol de Alexandria, Egito

À beira-mar da famosa cidade de Alexandria, situava-se uma das mais impressionantes maravilhas da antiguidade: o Farol de Alexandria. Erguido durante o governo de Ptolomeu II no terceiro século a.C., este monumental farol era uma proeza de engenharia e um símbolo do prestígio e da riqueza do Egito sob os ptolomeus.

Uma das características mais marcantes do Farol de Alexandria era sua construção em camadas. Esta incluía três partes principais: uma base retangular, um corpo central octogonal e uma torre circular no ápice, onde uma chama imensa brilhava durante a noite.

Essa chama, alimentada por combustíveis como lenha e resina de pinheiro, emitia uma luz intensa, que servia como orientação para os navegadores que atravessavam o Mediterrâneo.

Além de servir como farol, o complexo também incluía espaços onde os guardiões do farol viviam e armazenavam o equipamento necessário para manter a luz funcionando. Portanto, o Farol de Alexandria não era apenas um farol, mas também uma espécie de fortaleza e residência para aqueles que o guardavam.

Contudo, a partir do século XIV, o farol sofreu danos advindos de terremotos. Eventualmente, sua destruição completa se deu durante o século XV. Sendo assim, o que restou da estrutura serviu posteriormente de material para construção do Forte de Qaitbay, que permanece em pé até os dias atuais.

Curtiu conhecer as 7 Maravilhas do Mundo Antigo? Esperamos que tenha gostado desse post. Agora, que tal aproveitar a visita e conferir os segredos do Triângulo das Bermudas? Até a próxima!

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Gabriel Mello

Mestre em Filosofia e doutorando em Letras. Especialista em SEO, atua há 3 anos com planejamento, produção e revisão textual, garantindo a entrega de um conteúdo relevante e de impacto para e-commerce e e-business.