Paradoxo de Fermi: onde está a vida fora da Terra?
A questão que inquieta a mente humana há anos - o paradoxo de Fermi tenta desvendar um dos maiores mistérios do século.
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Você já se questionou por que, se realmente há vida além da Terra, nunca a descobrimos? E se não existe, como podemos ser os únicos habitantes de todo o universo? Resumidamente, é sobre isso que trata o paradoxo de Fermi.
Não é de hoje que a vivência de seres de outros mundos desperta a curiosidade de entusiastas e até mesmo de cientistas. E o debate começou muito antes de algumas descobertas sobre o nosso próprio sistema solar, como quando Plutão deixou de ser considerado um planeta, em 2006.
Ainda no decorrer de 1950, o físico italiano Enrico Fermi (1901-1954) levantou essa questão e neste conteúdo explicamos mais sobre o paradoxo que passou a levar o seu nome. Continue lendo para entender!
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O que é o paradoxo de Fermi?
Reunido com outros cientistas em 1950, Fermi conversava sobre a existência ou não de seres inteligentes além da Terra. Neste momento, ele perguntou: onde estão todos? Levando em consideração que, apenas na galáxia em que vivemos, existem uma infinidade de estrelas, o universo abriga um número ainda maior de galáxias. Por isso, a chance de haver seres extraterrestres é consideravelmente elevada do ponto de vista estatístico.
Indo ainda mais além em seu pensamento, o físico analisou que, se algum desses seres tivesse a capacidade de se locomover com seus veículos a apenas 1% da velocidade da luz, poderia percorrer grandes distâncias. Considerando que a galáxia em que vivemos tem aproximadamente 100.000 extensão de anos-luz, essa civilização já teria sido encontrada no mínimo uma milhar de vezes.
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Com tudo isso, a pergunta ficou ainda mais forte na mesa: como ainda nunca tivemos registro de algum vizinho de planeta?
Tentativas de resolver o paradoxo de Fermi
Nos anos que se seguiram ao paradoxo de Fermi, diversos cientistas discutiram a chance de vida extraterrestre. Confira algumas das mais conhecidas:
Equação de Drake
Entre as tentativas, destacou-se a do físico Frank Drake em 1961, que desenvolveu uma equação para estimar a quantidade de possíveis civilizações extraterrestres presentes em nosso sistema galáctico. Com esse intuito, ele fez uso de uma listagem de fatores e informações astronômicas.
A equação considerava diversos fatores, como a taxa de formação de estrelas na galáxia, a porcentagem dessas estrelas que possuem planetas e a quantidade de planetas aptos à vida.
Além disso, incluia a probabilidade de que tal acontecimento nesses planetas, a fração que evolui para formas inteligentes e quantas dessas desenvolvem tecnologia avançada o suficiente para serem detectadas. Por fim, também levava em consideração o tempo durante o qual essas civilizações permanecem detectáveis.
Contudo, o grande desafio desse cálculo estava na questão de que os quatro últimos elementos eram totalmente desconhecidos. Outro ponto de divergência é a ideia de que os alienígenas nascem e morrem em seu lugar de origem, o que seria invalidado caso a colonização interestelar fosse viável.
Mesmo assim, otimistas e pessimistas têm usado a equação de Drake durante todos esses anos, com resultados diferentes.
Teoria do grande filtro
Enquanto isso, outros estudiosos fazem uso da teoria do grande filtro para buscar uma resposta para a razão pela qual ainda não estabelecemos contato com seres de outros lugares além da Terra.
Esse estudo segue o princípio de que existem diversos desafios que fazem com que a abiogênese se torne pouco provável ou inviável. A abiogênese é a teoria que propõe que a vida surgiu de matéria inanimada, com a formação de compostos orgânicos simples que, com o tempo, deram origem aos organismos vivos.
No entanto, para que a vida, em sua forma mais habitual, alcance o nível necessário para contatar outros seres, é preciso uma série de situações de baixa probabilidade, como:
- O evento necessita acontecer em um sistema planetário adequado, em outras palavras, em planetas que sejam potencialmente habitáveis;
- É preciso a formação de moléculas específicas, como o RNA;
- A vida unicelular é imprescindível;
- Deve haver a evolução de formas de vida unicelular mais complexas;
- O processo reprodutivo sexuado necessita se desenvolver;
- É preciso que surjam seres inteligentes, com a capacidade de fazer uso de equipamentos;
- É necessário que consigam explorar fora da sua terra;
- A expansão para o espaço é essencial para possibilitar essa relação.
Em resumo, de acordo com ela, a resolução do paradoxo de Fermi está relacionada à baixa probabilidade de que todos esses eventos citados acima alcancem o nível de exigência necessário para que ocorra o contato.
Outras tentativas
Além disso, outras tentativas de resolver o paradoxo de Fermi consideram que as probabilidades de vida no Universo são elevadas. No entanto, grande parte dos planetas com características semelhantes às da Terra e potencial para serem habitados ainda não foram formados. Isso leva à conclusão de que, quando novas civilizações surgirem, pode ser que nós nem estejamos mais aqui.
Indo além, outras afirmam que o paradoxo não existe realmente, pois somos os únicos seres inteligentes. Além disso, algumas defendem que já podemos ter recebido essas visitas, mas há milhares de anos.
Realmente, esse é um assunto que rende grandes debates, não é? E se você é um entusiasta da vida além da Terra, sugiro que confira também o conteúdo em que contamos qual é o destino dos buracos negros.