Saiba o que são espaços liminares e como causam fobias
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Entre dois mundos: os mistérios dos espaços liminares

Veja os dois tipos de espaço liminar que existem e o que causam em nós. É surpreendente!

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espaços liminares
Fonte: Freepik

Você já se deparou com um estacionamento vazio de noite, apenas com algumas luzes e sentiu o coração acelerar? Ou durante a transição da infância para a adolescência? Esses momentos são chamados de espaços liminares.

Sendo assim, esses espaços são o limite entre duas coisas, sejam elas familiares ou não. Quando você está em um estacionamento sozinho, falta vida e por isso o medo. Na transição pessoal, há o medo do incerto. Fique até o final e entenda melhor sobre o que são espaços liminares.

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O que são espaços liminares?

Os espaços liminares consistem em lugares de ‘meio-termo’, que ficam entre duas coisas diferentes, como dois estados, ideias ou condições. Assim, esses lugares não são completamente de um tipo ou de outro, mas são como áreas onde as coisas podem mudar e se transformar.

Dito de outra forma, são regiões onde as fronteiras entre o conhecido e o desconhecido, o tradicional e o inovador, o familiar e o estranho ficam um pouco misturadas e abertas a mudanças.

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Aliás, existem dois tipos de espaços liminares, a princípio. Mas ainda está um pouco confuso, não é mesmo? Vamos ver a definição de cada um dos dois conceitos e alguns exemplos que eu tenho certeza que você vai entender.

Espaços liminares físicos

Espaços liminares físicos são lugares vazios ou sem uma definição clara, o que pode nos fazer sentir estranhos. Isso acontece especialmente em locais de transição, como escadas ou estacionamentos, onde a sensação de estranheza pode surgir.

Então, nessas situações, quando um lugar não tem uma função ou propósito claro, ele pode fazer com que as pessoas se sintam incertas. Muitas vezes, elas se sentem desconfortáveis ou estranhas em locais que não têm uma razão óbvia para existir ou não são claramente definidos.

Dessa forma, essa ideia acrescenta mais um ponto para entender os espaços liminares, mostrando que quando um lugar é ambíguo e não tem um propósito definido, isso pode desencadear uma resposta emocional.

Além disso, esses lugares podem parecer sem sentido ou sem uma razão específica, fazendo com que as pessoas se sintam em um estado de transição e influenciando como elas lidam com esses lugares.

Vale ressaltar que espaços limiares podem ser suficientemente familiares em sua função, mas a falta de atividade, a ambiguidade ou a ausência de elementos tradicionais podem criar uma sensação conhecida como vale da estranheza.

Dessa forma, a associação entre vale da estranheza e espaços liminares físicos destaca como a experiência do ambiente pode ser influenciada pela sua função, assim como pela forma como ele se desvia das expectativas habituais.

Um exemplo bastante fácil de entender é imaginar um corredor de hotel sem ninguém. Inicialmente, você não sentiria nada, afinal é só um corredor. Mas pelo fato de estar vazio, isto é, só você no longo corredor, pode causar um sentimento esquisito.

Espaços liminares psicológicos

Em contrapartida, os espaços liminares psicológicos são como locais imaginários ou situações que simbolizam mudanças ou momentos de transformação. Ao contrário dos físicos, esses ambientes não são necessariamente locais reais, mas manifestações simbólicas de mudança.

Nesse sentido, podem ocorrer em diversas esferas, como experiências emocionais, momentos de mudança de carreira, fases de desenvolvimento pessoal ou até mesmo momentos culturais significativos.

Além disso, esses espaços psicológicos incluem ultrapassar limites ou entrar em território desconhecido, muitas vezes desafiando as normas estabelecidas. Durante esses momentos, as pessoas podem se encontrar em uma zona de ambiguidade.

E portanto, as fronteiras entre o que sabemos e o que não sabemos, o que é comum e o que é diferente, ficam misturadas. Essas situações simbólicas proporcionam oportunidades para introspecção, aprendizado e crescimento.

Assim como nos espaços liminares físicos, viver situações imaginárias de mudança pode gerar diferentes reações emocionais, desde entusiasmo e descoberta até ansiedade e desconforto.

Existem dois principais tipos de espaços liminares psicológicos: o emocional e o metafórico. O metafórico costuma acontecer quando passamos por mudanças importantes na vida, como sair da adolescência para a fase adulta.  O emocional é como o período entre o encerramento de uma etapa e o início de outra.

Para finalizar, os espaços liminares podem gerar medo e fobias devido à sua natureza ambígua e desafiadora. Além do fato de que esses espaços geram incertezas, ansiedade e deixam as pessoas vulneráveis ao desconhecido.

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Bárbara Luísa

Graduada em Letras, possui experiência na redação de artigos para sites, com foco em SEO. Meu foco é proporcionar uma experiência agradável ao leitor.