Extinção em massa: as 5 maiores do planeta Terra!
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Extinção em massa: um passeio pela história do fim da vida na Terra

Essas extinções moldaram a evolução da vida na Terra, permitindo que novas formas de vida emergissem.

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extinção em massa
Fonte: Freepik

Se você ouve alguém falando sobre extinção em massa, tenho certeza que vai se lembrar dos dinossauros. E não está errado, é a extinção mais conhecida e a qual permitiu a existência de outras formas de vida anos depois.

Ao longo das eras geológicas, o planeta testemunhou diversos eventos catastróficos que resultaram na extinção de várias espécies. Venha conhecer quais as maiores extinções já registradas e surpreenda-se com a próxima extinção em massa que pode acontecer. Não perca!

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1.  Extinção Ordoviciana

Registramos a primeira extinção em massa no período Ordoviciano, aproximadamente há 445 milhões de anos, destacada por uma redução significativa na biodiversidade marinha.

Durante esse intervalo, a Terra encontrava-se predominantemente coberta por oceanos, abrigando uma vida marinha diversificada. Contudo, as mudanças climáticas intensas, incluindo episódios de glaciação, marcaram esse período de extinção.

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Além disso, as alterações ambientais drásticas resultaram no impacto direto em diversas espécies, resultando em uma diminuição na diversidade biológica.

À medida que as geleiras avançavam e recuavam, ocorriam alterações nos níveis do mar e nas condições oceânicas, afetando muitas formas de vida marinha adaptadas a ambientes específicos. Adicionalmente, as mudanças climáticas podem ter exercido influência sobre ecossistemas completos.

Embora essa extinção seja menos conhecida em comparação com outras em massa, sua importância reside na compreensão de como eventos climáticos globais podem exercer profunda influência na biodiversidade ao longo das eras geológicas.

2.  Extinção Devoniana

Há aproximadamente 375 milhões de anos, a extinção Devoniana desenrolou-se como um evento marcado por uma série de acontecimentos, incluindo erupções vulcânicas em larga escala e mudanças climáticas. Um cenário apocalíptico, não?

Nesse sentido, as atividades vulcânicas liberaram grandes quantidades de gases, como dióxido de enxofre e dióxido de carbono, na atmosfera, desencadeando efeitos cascata nos ecossistemas aquáticos e terrestres.

Consequentemente, os impactos dessas erupções vulcânicas repercutiram nos oceanos, influenciando a vida marinha de diversas maneiras. Além de alterações abruptas na temperatura e na composição química da água, que contribuíram para a extinção de várias espécies.

Além disso, as condições desfavoráveis para muitas formas de vida podem ter sido criadas pelos possíveis efeitos nos níveis de oxigênio nos oceanos.

3.  Extinção Permiana-Triássica

A extinção Permiana-Triássica é considerada a mais devastadora entre as extinções em massa da história. Aliás, este evento, que ocorreu há cerca de 252 milhões de anos, assinalou uma mudança no panorama biológico da Terra.

Sendo assim, essa extinção em massa testemunhou a perda de mais de 90% das espécies marinhas e cerca de 70% das espécies terrestres. Sim, quase todas as formas de vida foram exterminadas.

Inclusive, a principal hipótese para esse evento envolve intensas erupções vulcânicas que formaram a Província Magmática do Trapps Siberianos. Logo, a liberação de enormes quantidades de gases de efeito estufa, como dióxido de enxofre e dióxido de carbono.

Assim sendo, esses gases provocaram mudanças climáticas, aumentando as temperaturas globais e acidificando os oceanos. Então, os efeitos combinados resultaram em condições extremamente hostis para a vida existente.

4.  Extinção Triássica-Jurássica

Já a extinção Triássica-Jurássica, que ocorreu há cerca de 201 milhões de anos, teve impactos significativos nos répteis marinhos. Durante esse evento de extinção, a vida marinha, especialmente os répteis marinhos, sofreu impactos severos.

Embora as causas exatas ainda sejam objeto de debate, algumas teorias sugerem que mudanças climáticas, variações no nível do mar e atividade vulcânica podem ter desempenhado papéis fundamentais.

Sendo assim, a elevação dos níveis do mar é considerada como um fator que contribuiu para a redução dos habitats costeiros, afetando negativamente as populações de répteis marinhos que dependiam dessas áreas para reprodução e alimentação.

Enquanto os répteis marinhos foram particularmente afetados, alguns grupos de dinossauros terrestres começaram a surgir, marcando uma mudança na composição das comunidades biológicas.

5.  Extinção do Cretáceo

A extinção do Cretáceo é a extinção em massa mais conhecida, tendo ocorrido há cerca de 66 milhões de anos e teve um impacto grandioso na vida na Terra, marcando o desaparecimento dos dinossauros não avianos.

Nesse sentido, a principal teoria para essa extinção em massa é a hipótese do impacto de um asteroide ou cometa na região atual da Península de Yucatán, no México.

O impacto liberou uma quantidade colossal de energia, gerando incêndios florestais em larga escala e lançando partículas na atmosfera, bloqueando a luz solar. Esse fenômeno levou a um inverno nuclear, com quedas drásticas nas temperaturas globais.

Além do impacto direto, os incêndios generalizados, chuva ácida e mudanças climáticas foram especialmente prejudiciais para os dinossauros, que eram animais de sangue frio e que dependiam de condições climáticas estáveis.

Contudo, essa extinção reorganizou os ecossistemas terrestres, abrindo espaço para os mamíferos e outras formas de vida, que conseguiram sobreviver às condições adversas e evoluíram para preencher o ‘espaço vago’ pela extinção dos dinossauros.

Para finalizar, existe uma última extinção que ainda está sendo discutida pelos cientistas, que seria o Antropoceno no ano de 2022. No entanto, diferente das outras, essa extinção em massa está sendo causada pelos seres humanos. Ficamos por aqui, até a próxima!

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Bárbara Luísa

Graduada em Letras, possui experiência na redação de artigos para sites, com foco em SEO. Meu foco é proporcionar uma experiência agradável ao leitor.